Cinquenta e sete Cristãos mortos por Islamistas na República Democrática do Congo, região afetada pelo ebola

2 June 2026

Terroristas Islâmicos assumiram a autoria do assassinato de 57 Cristãos durante uma onda de violência que durou uma semana na região de Beni, em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC).

A região faz fronteira com Ituri, o epicentro do atual surto de ebola, com 260 casos confirmados dos mais de 300 registrados no nordeste da RDC.

Pelo menos dois casos confirmados do virus ebola foram divulgados na região de Beni.

Men standing in a forest pointing guns in the air

Combatentes da Província da África Central do Estado Islâmico renovaram sua bay’a (juramento de lealdade) ao Estado Islâmico em 2023. O grupo já matou quase 6.500 Cristãos no nordeste da República Democrática do Congo desde que fez esse juramento pela primeira vez em 2017 [Crédito da imagem: Caleb Weiss/X]

Combatente da Província da África Central do Estado Islâmico (ISCAP, da sigla em Inglês) massacraram 16 Cristãos na vila de Mayangose no domingo, 31 de maio.

Um dia antes, 10 fiéis haviam sido capturados na memsa vila e assassinados em uma execução.

No mesmo dia, 15 Cristãos foram mortos em um ataque do ISCAP à vila de Buikine.

Essas atrocidades ocorreram após o assassinato de 16 pessoas perto da cidade de Oicha em 25 de maio.

Pelo menos 1.100 Cristãos mortos em 18 meses

O ISCAP já reivindicou a morte de pelo menos 1.100 Cristãos no nordeste da RDC desde que sua campanha de violência jihadista se intensificou em dezembro de 2024.

Seus combatentes costumam exigir que as comunidades se convertam ao Islamismo, aceitem o status de dhimmi como pessoas subjugadas (supostamente protegidas) ou enfrentem a morte.

No Islamismo clássico, Cristãos e Judeus (identificados como "povo do livro") têm a opção de se tornarem dhimmi e viver sob o domínio Islâmico. Aceitar tal status envolve seguir muitas regras regulamentos humilhantes, incluindo o pagamento do imposto jizya.

A man wheeling a bike in front of a wall with the word BENI painted on

A região de Beni, em Kivu do Norte, foi o epicentro da epidemia de ebola de 2018-2020, que provocou 2.266 mortes na República Democrática do Congo [Crédito da imagem: Vincent Tremeau/Flickr]

No início de maio, após o massacre de cerca de 60 Cristãos (também na região de Beni), uma declaração publicada nos canais de mídia social do Estado Islâmico (EI, ISIS, ISIL, Daesh) afirmava, “Que os adoradores da cruz saibam que não terão segurança a não ser que se submetam voluntariamente ou paguem a jizya em humilhação.”

Um relatório recente destacou a "extrema brutalidade" praticada pelo ISCAP (anteriormente conhecido como Forças Democráticas Aliadas ou ADF, da sigla em Inglês), incluindo assassinatos em massa, trabalhos forçados, tortura, abusos e violência sexual. 

Atrocidades semelhantes foram cometidas por membros do movimento rebelde M23, que, segundo estimativas, teria matado entre 900 e 2.000 pessoas apenas em seu ataque de 2025 a Goma, então capital provincial de Kivu do Norte.

A instabilidade provocada pelo ISCAP, pelo M23 e por outros grupos armados está prejudicando severamente os esforços de resposta a emergências após a confirmação do surto de ebola em 15 de maio. 

Acredita-se que mais de 200 pessoas tenham morrido de ebola no nordeste da RDC.

Como você pode orar

Peça ao Senhor que quebre o poder dos Islamistas que aterrorizam e ameaçam Seu povo em todo o nordeste da República Democrática do Congo. Ore pelo fim de todos os conflitos armados na região. Ore também pelo sucesso dos esforços para conter o vírus do ebola e pelo tratamento daqueles que contraíram a doença.

Mantenha-se informado

Receba as últimas atualizações sobre os projetos e apelos urgentes para ajudar os Cristãos que sofrem ao redor do mundo. Você pode cancelar a assinatura a qualquer momento.

O que vou receber?

Ao clicar em “Inscrever-se”, aceito os termos e condições da política de privacidade e concordo em receber comunicações por e-mail do Ajuda Barnabas.