Um Cristão que foi falsamente acusado de “blasfêmia” em agosto de 2025 foi absolvido de qualquer delito.
O Tribunal de Sessões Adicionais de Lahore, em Punjab, decidiu que o processo contra Nadeem Masih, de 49 anos, havia sido forjado.
Nadeem — que é cego de nascença e também possui uma haste de ferro na perna para auxiliá-lo a andar — foi acusado de profanar o nome de Maomé, o profeta do Islã, um crime punível com a pena de morte.
Nadeem Masih, que é cego e portador de deficiência, foi absolvido da acusação de “blasfêmia” depois que um tribunal de Lahore determinou que o processo contra ele havia sido forjado [Crédito da imagem: CSI/X]
“Deus ouviu as orações de uma mãe desesperada e livrou meu filho da sombra da morte”, disse Martha, a mãe de Nadeem.
“Nadeem é inocente”, continuou ela. “Saber que ele finalmente irá voltar para casa é uma resposta às nossas orações.”
Acusação infundada
O tribunal aceitou a defesa de Nadeem de que a acusação feita contra ele por dois homens Muçulmanos era totalmente infundada.
O advogado de defesa de Nadeem, Lazar Allah Rakha, argumentou que a falsa acusação foi feita porque Nadeem se recusou a permitir que Waqas Mazhar e Asif Mukhtar assumissem o controle de seu pequeno negócio.
Rakha também alegou que os dois homens intimidaram Nadeem por causa de sua deficiência.
Os Cristãos no Paquistão estão entre os grupos vulneráveis a falsas acusações de “blasfêmia”. Os tribunais de primeira instância muitas vezes se mostram relutantes em absolver os acusados
A decisão é particularmente significativa, já que os tribunais de primeira instância no Paquistão costumam aceitar o depoimento de testemunhas Muçulmanas e da polícia em casos de “blasfêmia”.
Nesse caso, havia discrepâncias no boletim de ocorrência. Os advogados de defesa de Nadeem apontaram uma alegação da polícia de que teriam sido alertados sobre o incidente enquanto patrulhavam um parque às 23h. O parque em questão fica fechado ao público a partir das 21h todas as noites.
Em novembro de 2025, a mãe de Nadeem alegou que seu filho havia sido espancado enquanto estava sob custódia a fim de o forçar a fazer uma confissão falsa.
Aneeqa Maria, ativista de direitos humanos do Paquistão, citou o caso de Nadeem em depoimento prestado à Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional como apenas um exemplo das centenas de acusações falsas de “blasfêmia”.
“Embora os Muçulmanos também enfrentem acusações”, relatou ela, “os Cristãos e outras minorias enfrentam consequências excepcionalmente graves, incluindo detenção preventiva prolongada, exílio social e retaliação violenta, mesmo após a absolvição.”
Como você pode orar
Louve a Deus porque as acusações contra nosso irmão Nadeem foram consideradas infundadas. Ore para que essa decisão impeça outras pessoas de fazer falsas acusações de “blasfêmia” contra Cristãos e outras pessoas vulneráveis no Paquistão. Peça ao Senhor que proteja Nadeem, sua mãe viúva e outros membros da família, assim como a comunidade Cristã em geral, de qualquer violência resultante desse processo judicial.